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quinta-feira, maio 22, 2008

Censura



"Havia um controlo intenso sobre aquilo que os meios de comunicação social divulgavam, quer a televisão a rádio ou os jornais. O Estado criou um órgão próprio para definir aquilo que podia ou não ser divulgado. Em tudo quanto merecesse a desaprovação daquele órgão era aposto um carimbo “CENSURADO”, daí que aquele serviço fosse chamado “A Censura”. Na minha família havia pessoas que se opunham ao regime, designadamente o meu pai. Em 25 de Abril de 1974, tinha 16 anos, frequentava o então 5º ano dos liceus, hoje 9º ano de escolaridade, num estabelecimento de ensino em regime de internamento. Era ainda jovem mas sentia o contágio dos ideais que me recordava de alguns diálogos familiares (...) A PIDE era uma polícia política ao serviço do regime. PIDE é sigla do órgão Polícia Internacional e de Defesa do Estado, que após 2ª Guerra Mundial, substitui a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado criada em 1933, mais tarde (1969) renomeada para DGS, Direcção Geral de Segurança. Era um órgão dotado de excepcionais poderes discricionários arbitrários com a faculdade de prender um cidadão e mantê-lo preso sem culpa formada por largos períodos de tempo. Qualquer comportamento considerado contrário ao regime político entrava na área de competência de investigação daquela polícia, e esse comportamento tanto podia ser público como privado, uma anedota sobre Salazar, uma questão de pedir melhor salário, uma crítica a decisão sobre uma obra pública, um artigo de jornal, uma reunião numa casa particular. Invocando a defesa política do regime tudo era sindicável".

Entrevista realizada por Diana Silvano. Idade do Entrevistado em 1974: 16 anos


"A PIDE fazia a censura, controlava os movimentos de todos aqueles que ousassem ofender de qualquer maneira o governo, estavam presentes nos poços fronteiriços. Depois por exemplo, todos aqueles que o governo conseguia prender por serem opositores a este, torturavam-nos tirando à força informações para também poder descobrir outros".

Entrevista realizada por Joana Bonito. Idade do entrevistado em 1974: 22 anos


"Não era comunista e esses é que eram atacados. Quem era politicamente comunista é que queria implantar o comunismo, como recebiam dinheiro da Rússia. A gente não sabia o que eram partidos, nem rádio tínhamos. Só sabíamos que havia o Salazar e os maus que eram os comunistas. E a BBC que era à meia-noite, quem tinha rádio apanhava. A Rússia e esses é que ouviam. Só as tabernas é que tinham rádio (...) A gente lia o que estava nos jornais, que passava. As zaragatas não saiam para os outros não fazerem mais tarde. Quando havia TV ( na altura estava em Lisboa), as noticias eram de festas, não havia notícias agrestes, mas nós nem nos apercebíamos (...) Quanto aos filmes de TV não davam tudo o que queríamos, eles aos beijos faziam uma simulação mas não se via, nos é que tínhamos de imaginar porque eram cortadas, nas notícias davam das aldeias, violência não havia".

Entrevista realizada por Martinho Ferreira. Idade da Entrevistada em 1974: 32 anos

"[Liberdade de expressão] não havia, e era preciso muito cuidado em falar em assuntos políticos, porque havia uma polícia secreta que tentava ouvir as conversas às escondidas. E quando éramos escutados por essa polícia, tínhamos que ter a responsabilidade do que dizíamos, caso contrario éramos presos. O Governo não permitia que falássemos mal de assuntos políticos porque se vivia numa ditadura (...) Naquele tempo só havia um canal, que era a RTP, que era controlada pelo estado novo e também havia só uma rádio que era a rádio clube português, que também era controlada pelo estado. [Nas artes] tudo o que quisessem não podiam fazer, mas iam dizendo e encenando as peças com alguma ironia e iam dizendo algumas verdades ao governo. Porque se o fizessem eram presos ou emigravam para outros países.

Entrevista realizada por Joana Carranca. Idade do Entrevistado em 1974: 35 anos

A Guerra Colonial



"O Ultramar, compreende os territórios que, embora não integrados no Continente Europeu, ainda ali a soberania do Estado Português se manifestava. Em 1974 o Ultramar integrava os territórios que hoje correspondem aos Estados da Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Timor-Leste. Entre os povos nativos daquelas regiões e Portugal existia uma relação de colonizado/colonizador. Nessa relação a distribuição do poder era extraordinariamente desequilibrada, em todas as suas dimensões, política, económica, social, cultural, militar, etc. O colonizado submetia-se quase inteiramente ao poder do colonizado. Ao longo do século XX, as regiões colonizadas, quer sob influência portuguesa, quer inglesa, francesa, holandesa, belga, etc., evoluiriam no sentido da autodeterminação daqueles povos, designação do fenómeno político que visava transferir a soberania do colonizador para o povo colonizado, dando-lhe a liberdade de escolher o seu futuro como comunidade política autónoma. O Estado português, com base num conceito político de unidade nacional, independentemente da região do mundo onde o território se situava, não aceitou pacificamente o processo de autodeterminação. Aos povos do “ultramar” não restou outra alternativa que não fosse a conquista pela força, do direito à autodeterminação, pelo que se revoltaram contra a autoridade do Estado Português, naquilo que viria a ser conhecido pela Guerra do Ultramar".


Entrevista realizada por Diana Silvano. Idade do Entrevistado em 1974: 16 anos



"Esta guerra, deveu-se fundamentalmente aos interesses económicos instalados em Portugal e em colónias portuguesas que tentaram reprimir de tal forma os povos das ex colónias, para prevalecer os seus interesses. Os povos dessas colónias começaram a sentir a necessidade de se organizarem para ofereceram resistência ao regime, de tal forma que tiveram que passar para uma luta armada (...) A dada altura com a luta armada a crescer, alastrando praticamente a todos os territórios com tal intensidade, que a certa altura a palavra de ordem do regime era de “para a África e em força” (...) a polícia política estava infiltrada em ambos os sítios, inclusivamente nas próprias colónias, para além de infiltrados brancos, haviam também africanos infiltrados nas forças armadas".

Entrevista realizada por Joana Bonito. Idade do Entrevistado em 1974: 22 anos

"Os rapazes foram todos para a guerra. Muitos ficaram lá. A América e Inglaterra não viam com bons olhos (...) e Portugal era uma nação pequena mas tinha muitas colónias como Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe e meteram tropas em Angola como tinha muitos bens, ouros e diamante. [Os EUA tinham interesses nas colónias] e a Rússia queria meter o comunismo para fazer explorações. No fim de Portugal sair eles lutavam para ficar com os negócios e riquezas. Em Angola lutavam e meteram as tropas “cubanas” e roubaram tudo até as campas dos cemitérios e as nossas tropas voltaram para Portugal (...) Havia muita pobreza para os nossos governantes sustentarem a guerra. Quando se deu a guerra o teu avô tinha uns 23 anos e começaram a chamar quem estava a fazer tropa. Depois começaram a chamar outros que já tinham feito e uma altura o avô tinha 25 anos e só os que tinham 24 é que foram. Quem tinha filhos e era casado ou quem eram o sustento da família não ia. Só em caso de grande violência é que chamavam quem estava na reserva. O teu avô se fosse já tinha deixado geração, queria deixar fruto. (risos)"

Entrevista realizada por Matinho Ferreira. Idade da Entrevistada em 1974: 32 anos




O Namoro e o Casamento antes da Revolução de 1974


"Era uma sociedade muito mais atrasada, muito mais reprimida. Os namorados faziam muito mais coisas às escondidas (risos) (...) Principalmente em relação ao divórcio, existiam muitas diferenças. As pessoas eram mais reprimidas, a sociedade criticava aquelas que se separavam, era tudo muito mais controlado. Se uma mulher se queria separar do marido era bastante criticada, enquanto que hoje em dia já não, as mulheres têm muito mais liberdade e direitos perante a sociedade".

Entrevista realizada por Joana Carpelho. Idade do Entrevistado em 1974: 17 anos


"Os beijos antigamente eram às escondidas porque os namorados tinham medo dos pais, e os pais não consentiam. Havia vergonha da parte dos namorados. Havia respeito."

Entrevista realizada por Joana Carranca. Idade do Entrevistado em 19674: 35 anos

"Era a um Quilometro de distância (risos). Era a janela e nos bailes, ao domingo e quarta-feira. Não é como hoje. Era uma lei e todos sabiam. Mas para namorar tinham de pedir aos pais. Os que não eram permitidos, os pais batiam (...) A avó era pobre e os pais do avô não deixavam porque eram ricos e queriam uma mulher rica. Os pais dele não foram ao casamento e até nos queriam matar. Na terra uma rapariga que andava com um rapaz, se ele a deixasse era raro ela casar, com medo que ela já tivesse sido beijada. Só quando estavam para casar é que se beijavam. Também faziam maroteiras como agora mas não se sabia. Um beijo na altura era uma desonra. Quando andavam na catequese já ensinavam que não se podia beijar. Agora depois da missa eles cumprimentam-se todos. Na altura “Ai Jesus!”

Entrevista realizada por Martinho. Idade da Entrevistada em 1974: 32 anos


"[O divórcio] Embora permitido, tinha um processo muito mais complicado porque a igreja exercia uma curta pressão sobre a sociedade e o governo político, porque se não vejamos o seguinte; a seguir ao 25 de Abril, o então ministro da justiça, Dr. Salgado Zenha, numa das suas deslocações a Roma, conseguiu obter da hierarquia da igreja uma alteração à concordata, o que permitiu flexibilidade ao novo regime jurídico português".


Entrevista realizada por Joana Bonito. Idade do Entrevistado em 1974: 22 anos

Relações Familiares antes da Revolução de 1974


"Era uma relação aberta e confortável. Não me recordo que houvesse assuntos assumidamente tabus".

Entrevista realizada por Diana Silvano. Idade do Entrevistado em 1974: 16 anos

"Era uma relação mais fechada que a de actualmente, não havia tanta liberdade. A própria sociedade civil não permitia porque havia um determinado tipo de depressão. Tinha que haver um certo respeito em relação ao que o poder definia".

Entrevista realizada por Joana Bonito. Idade do Entrevistado em 1974: 22 anos

"Era muito boa, Era sempre muito boa. Éramos obedientes, o que os pais diziam era uma escritura. O que os pais diziam estava certo porque sabíamos que os pais é que queriam o nosso bem, não os de fora. Eram pobres mas alegres e trabalhavam no campo (...) [dáva-me melhor] Com os tios. Eram pobres, cada qual desenrascava-se. Uma vez por ano o avô matava um porco e a família reunia-se. Na época do Natal, a fogueira ficava a arder desde o natal ao dia de Reis, era um dia festivo como o Natal ou Ano Novo. Os avós faziam uns doces e fritos, e andávamos a brincar".

Entrevista realizada por Martinho. Idade da Entrevistada em 1974: 32 anos


"Eu sempre me dei bem com os meus pais apesar de vivermos numa sociedade mais fechada. Existia mais autoridade por parte dos pais, os filhos eram mais obedientes, e hoje enquanto professor vejo que existe muito menos autoridade, os pais mimam demais as crianças, enquanto que antigamente era tudo muito diferente, tinham de se contentar com o que tinham".

Entrevista realizada por Joana Carpelho. Idade do entrevistado em 1974: 17 anos

sexta-feira, dezembro 07, 2007

O Cristinanismo (Por Daniela e Nancy Santos)

O nosso tema do trabalho é sobre o cristianismo.

O cristianismo é uma religião monoteísta ( que consiste na crença de um único Deus), é baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo.

O cristianismo iniciou-se no século I com o judaísmo. A origem desta religião fundamenta-se na crença de que um Messias descendente do rei David, iria um dia instaurar o reino de Israel. Na Palestina Jesus Cristo começou a pregar uma nova doutrina e a atrair seguidores, sendo aclamado por alguns como Messias.

Jesus Cristo foi rejeitado pelos judeus mais ortodoxos tendo sido condenado por blasfémia, e executado pelos romanos como um líder rebelde.

Os seguidores desta nova religião também foram condenados e torturados, pelo Estado Romano.

Os atributos mais importantes da crença de Deus são:

· Omnisciência

· Omnipresença

· Omnipotência

As características desses atributos são:

· Omnipotência É o Deus todo poderoso;

· Omnipresença É Deus estar presente em todo o lado

· Omnisciência Deus criador de todo o mundo

A maioria das denominações cristãs acredita na Santíssima Trindade, isto é acreditam que Deus é um ser que existe em três entidades distintas, eternas e indivisíveis, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Os cristãos reconhecem a importância dos ensinamentos de Jesus Cristo. Um dos ensinamentos que se salientam mais é o do amor. Deus ama todas as espécies à sua imagem.

Esta religião tem diversas vertentes. Ou seja o cristianismo reflecte três diferenças doutrinais:

· Catolicismo Romano;

· Ortodoxia;

· Protestantismo.

O protestantismo engloba actualmente a igreja protestante, e isto está dividido em três vertentes que são: denominações históricas;

· Denominações Pentecostais

· Denominações Neopentecostais

Esta religião têm diversas formas de culto, que envolvem a leitura da bíblia, a ida à igreja, a cerimónia da eucaristia etc.

Os católicos e os ortodoxos interpretam as formas de culto cristãs em termos de sete sacramentos, que são, o Baptismo, Eucaristia, Matrimónio, Crisma, Penitência, Extrema-unção, e por último a Ordem.

Já os protestantes não têm os mesmos sacramentos impostos pelo catolicismo. Eles apenas praticam o baptismo e a santa ceia.

Estes e muitos outros tópicos fazem parte do cristianismo.

O catolicismo e a igreja actualmente são muito discutidos, nos países em que são considerados as capitais da religião, e não só.

A igreja não concorda com muitas opiniões, nem com os actos realizados pela sociedade actualmente. Como por exemplo, a igreja não concorda com o uso de métodos contraceptivos, a igreja é contra o uso deles devido a serem métodos que impedem a formação de um novo ser. A mesma opinião se impõe sobre o tema do aborto.

A nossa opinião sobre isto é que hoje em dia a igreja e o cristianismo têm um grande poder na sociedade. Isto pode ser bom como por vezes pode ser mau. Porque na nossa opinião existem algumas atitudes ou opiniões que por vezes são um pouco antiquadas, estamo-nos mesmo a referir ao uso de métodos anticoncepcionais.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Terrorismo (Por Luciano)

Eu aprendi que o Terrorismo não pode ser considerado uma guerra entre países, pois é praticado por um certo grupo. Esses grupo terroristas têm como objectivo praticar actos em defesa de ideais politicos ou religiosos. Aprendi também que os terroristas agem com um só intuito, matar ou destruir, de modo a conseguirem o que pretendem.
Hoje vejo o terrorismo de uma forma diferente. Antes pensava que o terrorismo era uma guerra, hoje já o vejo com outros olhos, sei que é um meio de pressionar Entidades ou Governos a agirem de acordo com os objectivos que os grupos terroristas têm.
O terrorismo tem dois olhares diferentes, o da União Europeia e o dos Estados Unidos da América. Para a União Europeia terrorismo é tudo o que coloca a vida humana em risco, como por exemplo explosões em áreas públicas, sabotagem de aviões, sequestros individuais ou mesmo reféns em grupo. Já para os Estados Unidos, é considerado terrorismo tudo o que é acto internacional, desde a falsificação de um CD, sabotagem de automóveis, ou o simples partir de um vidro. Este conceito aplica-se se a pessoa ou grupo que o praticar for estrangeiro, se for de nacionalidade americana já é considerado um acto de vandalismo.
Como consequencia destes actos, temos as sequelas deixadas após um ataque. Vitimas inocentes são normalmente o alvo desses grupos. E a isto ninguém pode ficar indeferente.

Luciano Silva

sábado, dezembro 01, 2007

O Judaísmo (Por Cátia Paiva e Diana)



As maiores dificuldades sentidas foram: a contextualização de passagens históricas importantes para os judeus, o relacionamento de alguns símbolos para o judaismo como Talmude e a Tora e alguma confusão entre o cristianismo e o judaísmo por terem bases históricas semelhantes e, por sermos cristãs, tivemos dificuldade em interiorizar algumas crenças do judaismo, para depois conseguirmos comunicar à turma e à professora de forma clara e sintética em que consiste o judaismo.


Fizemos várias pesquisas por enciclopédias e sites, e, devido às várias ramificações do judaismo, encontrámos várias teses, tendo apenas em comum as origens em Abrãao, Moisés e David. Assim decidimos desenvolver as ramificações mais praticadas actualmente e que se consideram mais importantes.


Por fim concluímos que o Judaismo é uma religião que tem muitas semelhanças a outra grande religião monoteista, o Cristianismo, e que por aí não deveriam haver tantos confrontos, já que partiram as duas das mesmas bases.


Concluimos também que os judeus são um povo que se destaca pela sua cultura e costumes e que, além de todas as perseguições que sofreu, continua a mostrar empenhamento na sua fé.


Trabalho realizado por:


Cátia Paiva nº20086
Diana Silvano nº20088

Islamismo (Por Elma e Marina)



Este trabalho foi muito enriquecedor tanto a nível pessoal como cultural, já que o nosso conhecimento era escasso acerca desta religião.

Para iniciar descobrimos que o facto do calendário islâmico ter 622 anos de atraso em relação ao calendário gregoriano, tendo o islamismo aparecido como religião em 622d.c e foi a partir desta data que se iniciou a contagem do mesmo.

À luz do islamismo, Maomé foi a peça fundamental para a formação desta religião, já que o anjo Gabriel apareceu diante dele incumbindo-o de ser o profeta de Allah bem como, de escrever o Alcorão. Por sua vez Maomé fundou a religião o que demorou cerca de 12 anos.

Para os muçulmanos a oração é uma forma de santificar e louvar Deus, deve ser efectuada cinco vezes ao dia, o que corresponde aos períodos da etapa do curso do sol, curiosamente os muçulmanos devem estar asseados, bem como trajados como manda a religião.

Ficamos a saber que durante o mês do Ramadão, as mulheres grávidas e lactentes, os idosos, os doentes e os viajantes estão dispensados de cumprir o Ramadão, mas para cada dia que faltarem ao mesmo devem alimentar um pobre.

Para grande espanto aquando da nossa pesquisa, descobrimos que o Alcorão se afirma como sendo a reinterpretação dos acontecimentos fundamentais da Tora e da Bíblia, visto que os muçulmanos defendem que estas religiões deturparam a mensagem de Deus.

Condenando-os igualmente pelo facto dos cristãos defenderem que Jesus é filho de Deus bem como a doutrina da Trindade, já os Judeus procederam mal ao adorarem o bezerro de Ouro.

A autoridade religiosa foi outra curiosidade para nós, visto que esta demonstra que o islamismo não tem hierarquia religiosa, por outro lado, possui homens que estudam profundamente o Alcorão, interpretando-o para posteriormente produzir leis gerais para os comportamentos dos humanos.

Para uma pessoa que se queira converter ao islamismo, é necessário proclamar três vezes a profissão de fé perante duas testemunhas, o que no cristianismo equivale ao baptismo.

Assim como em qualquer religião o islamismo possui os seus lugares sagrados. Meca representa a cidade onde se encontra a mesquita principal da Arábia Saudita sendo o 1º lugar sagrado do Islão, Medina é o 2º lugar sagrado do Islão visto que foi para esta cidade onde Maomé se refugiou quando estava a ser perseguido e por ultimo Jerusalém é o 3º lugar sagrado pois é nesta cidade onde se acredita que Maomé ascendeu ao céu e falou com Deus.

Concluindo, actualmente para grande espanto de ambas, constatamos que o islamismo é a 2º maior religião do Mundo estando a crescer rapidamente. Com este trabalho podemos também compreender o facto de existir um grande conflito entre os países islamicos e os EUA, devendo-se ao fundamentalismo instalado nestes países estar contra ao apoio dos EUA a Israel bem como o seu apoio a regimes aos quais os fundamentalistas se opõem.

Trabalho realizado por:

Elma Roque & Marina Fonseca

Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres (Por Rute)

Reflexão do trabalho

No decorrer do trabalho de Mundo Actual sobre Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres aprendi, e percebi, que não são só as mulheres que sofrem de discriminação, os homens também são afectados. E que isto não é só um problema dos países pobres, mas também dos países ricos.

Este trabalho foi muito enriquecedor para mim, pois não fazia ideia de que os países ricos, e os homens, também sofriam com o problema das desigualdades.

O que aprendi com este trabalho foi que a sociedade é um pouco culpada e responsável por aquilo que somos e fazemos. Pegando no exemplo que me foi dado, quando uma criança nasce é-lhe dado brinquedos que vão influenciar a sua vida. E que as mulheres, talvez porque quando são pequenas recebem brinquedos como fogões, instrumentos de limpeza, têm melhor vocação para limpar e cuidar da família ou outros.

Os livros escolares, são em parte, um pouco culpados disso, porque influenciam através das imagens e textos usados.

Nos locais de trabalho os homens e as mulheres são afectados de varias maneiras.

Há trabalhos que são dirigidos especificamente a um sexo, as regras de funcionamento são diferentes para os homens e para as mulheres.

E que as mulheres não recebem pagamentos extra por terem de faltar ao trabalho para cuidarem da família, e os homens têm maior facilidade em chegar a um nível profissional superior do que as mulheres, mesmo elas terem reunidas condições para isso.

Os homens sofrem a nível profissional e familiar porque não têm direito a usufruir de licença de maternidade e paternidade, são a principal fonte de recursos financeiros e são mal vistos se não conseguirem ter uma carreira de sucesso.

Algumas destas coisas foram novas para mim porque, quando ouvia falar em desigualdades, eu, imediatamente, associava isso aos países pobres, em que as principais afectadas são as mulheres, porque têm de ficar em casa a cuidar dos filhos e da casa, entre outras coisas, enquanto o homem vai arranjar comida e recursos para a família, o que, de certa forma, também acontece nos países ricos.

Arrancar com este trabalho, para mim, foi um pouco difícil pois não sabia como começar e como estruturá-lo. Com a entrada da Denise, o trabalho arrancou e ficou melhor estruturado e estava a prosseguir num bom caminho. No fim, foi complicado, porque tive de acabar o trabalho sozinha, porque não fui avisada pela minha colega, na véspera do dia 20 de Novembro.

Rute

Racismo e Xenofobia (Por Martinho e Tiago)


Neste trabalho sobre o Racismo e Xenofobia podemos constatar que pouco sabemos acerca desta “doença” que assola os países ricos e pobres e as razões a que levam as pessoas a praticarem.
A Xenofobia, um distúrbio a nível clínico, é agora considerada, como um mal que assolou as sociedades do antigamente e que depressa se veio a notar nas sociedades actuais.
Ao medo incontrolável, a tudo o que é estranho para um indivíduo, e que pode ser confundido, e levar a um ódio, ou a realizar acções racistas, denomina-se Xenofobia.

Em alguns países da Europa, os imigrantes são muitas vezes, alvo de grupos xenófobos ou racistas, que os discriminam, pela sua religião, por questões politicas e também por razões sociais, que por terem uma mentalidade retrógrada, julgam que estes imigrantes, lhes irão alterar o estilo de vida, e roubar o seu sustento, ou seja o seu trabalho.


Apesar do racismo, ser uma consequência da xenofobia, há algumas diferenças entre as quais, a mais notada e característica é a aversão à cor do indivíduo em questão.


Vários grupos xenofobicos e /ou racistas, como os Skinheads, os
Ku Klux Klan (KKK), neonazis entre outros tem como objectivo comum a aniquilação de todo o que é estranho, ou diferente. São em regra grupos ultra-nacionalistas.

Tivemos também conhecimento que as populações de alguns países subdesenvolvidos tendem a emigrar para os países ricos, por exemplo para um pais da Europa, com o objectivo de encontrar uma vida melhor, melhores condições tal como um trabalho melhor.

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Elaborado por: Martinho Ferreira
Thiago Soares

sexta-feira, novembro 30, 2007

Consumismo e Endividamento das Famílias (Por Rita e Nanci Barbosa)

O nosso trabalho começa por nos descrever os valores surpreendentes ligados aos empréstimos cada vez mais usados pela nossa sociedade.

No ano de 2004 os empréstimos feitos pelas famílias portuguesas atingiram os 117%. O banco refere que os empréstimos aumentaram 10% nesse mesmo ano, de igual forma o empréstimo à habitação também aumentou... O Banco de Portugal relata que os salários sem impostos cresceram acima da média em 2004, contudo, a economia portuguesa perdeu concorrência nas exportações, «daí um aumento dos custos unitários do trabalho acima da zona euro» *****

Com este aumento e com a nossa sociedade cada vez mais consumista, perguntamos a nós próprios como pode ser possivel haver cada vez mais empréstimos e mais dívidas??

Não encontrámos resposta, porque isto tudo torna-se num ciclo vicioso, que as pessoas nem se apercebem do dinheiro que gastam e dão por elas à frente de um banco a pedir empréstimos, muitas das vezes para pagarem coisas sem mera importância... Mas fazem isto sempre com a mentalidade de terem mais que os outros, como por exemplo, carros topo de gama em frente à porta de casa, ter telefone fixo e ao mesmo tempo telemóvel, prestação da casa e muito mais, e são capazes de passarem o mês a comerem enlatados e comidas plásticas para terem o que não podem ter.

Muitos destes empréstimos que depois vão levar às futuras prestações dão-se devido à grande publicidade enganosa, que infelizmente à cada vez mais pessoas a deixarem-se enganar...

A publicidade é um dos factores que leva as pessoas cada vez mais a aderir ao consumismo, estas ficam com uma imagem iludida em relação aos produtos e em vez de se informarem para saberem se é uma publicidade enganosa ou não, deixam-se levar pela linda aparência, e aí tudo começa com um simples empréstimo, amanhã mais um e torna-se num «hábito». A grande maioria dos ordenados tende para se manterem ou até mesmo continuarem a baixar, e o aumento dos empréstimos continua.


***Diário de Noticias


Rita e Nanci

Igualdade de Oportunidades - Incapacidades ( por Ana e Joana Carpelho)

No âmbito da disciplina de Mundo Actual, foi nos pedido para realizar um trabalho sobre a Igualdade de Direitos na Deficiência.

O termo “deficiente” é um dos mais usados hoje em dia e de uma maneira errada, pois trás consigo uma conotação negativa e por este motivo começou a ser recusado pelos especialistas da área. Esta palavra promove o preconceito e a desvalorização das pessoas com algum tipo de deficiência.

Há em Portugal cerca de um milhão de pessoas com deficiência, em que grande parte desse número vive isolado e sem possibilidade de sair de casa ou de se mover na via pública devido às grandes barreiras arquitectónicas que não prejudicam somente as pessoas com deficiência, como também prejudicam os idosos e pessoas com limitações temporárias de locomoção. Temos como exemplo de barreiras arquitectónicas as escadas, os transportes públicos, os multibancos, os carros estacionados em cima dos passeios, etc.

O acesso à Educação está limitado particularmente para as crianças e jovens que possuem algum tipo de deficiência. A Educação Especial tem-se centrado nestes jovens, no entanto, a Educação regular passou também a prestar mais atenção a pessoas com necessidades educativas especiais e a tentar combater o insucesso escolar das mesmas. As poucas habilitações literárias e as desvantagens em relação à obtenção de emprego já são só por si razões suficientes para que seja dada formação profissional a pessoas portadoras de deficiência.

Em relação a emprego não existem facilidades, uma vez que nas crises financeiras estas pessoas são as primeiras a ser despedidas; quando têm um emprego, geralmente, são mal pagas e ocupam lugares de baixo posto.

Outro dos problemas é o acesso aos cuidados de saúde pois muitos centros de saúde ainda são inacessíveis devido às dificuldades de locomoção que dos portadores de deficiência.

Na sexualidade e maternidade também existem serias lacunas pois as pessoas incapacitadas são as maiores vítimas de abusos sexuais, psicológicos e físicos. As mulheres são aconselhadas a evitar a maternidade e a recorrer a formas de esterilização tais como a histerectomia.

Podemos então concluir que os governos deveriam dar mais atenção a este tipo de pessoas e disponibilizar mais ajudas para que estas conseguissem ter um nível de vida mais elevado e com melhores condições. Este trabalho ajudou-nos a mudar a nossa mentalidade e pelo menos tentámos com que os nossos colegas ficassem mais alerta para este tipo de problemas.

Ana Mateus & Joana Carpelho – 1ºano

O Aquecimento Global (por Joana Carranca e Paula)

O tema que nós escolhemos foi o Aquecimento Global. É um tema muito falado hoje em dia, mas que pouca gente sabe no que consiste e pouca gente conhece a real dimensão e consequências deste problema.

Nós, com este trabalho ficámos a conhecer as consequências deste problema bem como o Protocolo de Quioto.

Também achamos, que conseguimos com que os nossos colegas ficassem a entender este tema e que ficassem mais sensiblizados acerca das consequências e dos malefícios do Aquecimento Global.

Aprendemos que o Aquecimento Global, consiste no aumento da temperatura media da superfície global e que o Aquecimento é mais acentuado nos continentes do que nos oceanos.

Aprendemos também que é provocado pelo aumento das concentrações de Gases; pela queima de combustíveis fosseis o que provoca o aumento dos níveis de CO2 na atmosfera; o corte de grande número de árvores; uso abusivo de águas subterrâneas e do solo para agricultura industrial e do maior consumo energético e de poluição.

Joana Carranca e Paula

O Terrorismo (por Susana Simões)

O trabalho que realizei retrata o terrorismo que segundo a União Europeia são actos intencionais praticados pelas diferentes organizações terroristas que muitas vezes afectam gravemente um país ou uma organização internacional, quando são praticados com a intenção de intimidar gravemente uma população; desestabilizar ou destruir as estruturas políticas, económicas ou sociais de um país ou organização.

Segundo o departamento do Estado Norte-americano terrorismo são todas as actividades que vão desde a pirataria à sabotagem de um meio de transporte, entre muitos outros actos cometidos que afectam muitas vezes a população.

Os fundamentos do terrorismo são essencialmente políticos e religiosos.


Tal como se pode prever todos os actos cometidos no terrorismo têm consequências tais como:


- Destruição total ou parcial de uma cidade ou estado;

- Prejuízos a nível financeiro (ex. torres gémeas);

- Põe em perigo a segurança de um ou mais indivíduos;

- Causa estragos que são considerados a uma população;

- Destroem essencialmente infra estruturas de um país.


Existem, como já referi anteriormente, algumas organizações terroristas tais como: PKK – Partido dos trabalhadores do Curdistão; HAMAS – Movimento de Resistência Islâmica; ETA – Euskadi e liberdade; AL-QAEDA – movimento político e religioso; JIHAD ISLAMICA PALESTINIANA – movimento político religioso.


Reflexão: Antes da realização deste trabalho não tinha a noção do que seria o terrorismo. Aprendi que hoje em dia o terrorismo é mais falado essencialmente devido ao atentado do 11 de Setembro de 2001, pois foi um atentado que abalou o estado norte-americano assim como todo o mundo que teve acesso a esta notícia. Tal acontecimento deu origem a problemas financeiros bem como o facto de ter afectado a população em questão. Aprendi também com este trabalho que o terrorismo “ não tem face”, pois cada indivíduo tem a sua noção de terrorismo e este pode ser praticado por qualquer raça ou nacionalidade.

Na minha opinião o terrorismo é considerado crime a nível internacional e tenho a ideia que esta noção nunca desaparecerá, pois o terrorismo nos nossos dias jamais acabará!


Trabalho realizado por: Susana Simões

terça-feira, abril 25, 2006

25 de Abril


Desde a constituição portuguesa de 1933, altura em que se instaurou o Estado Novo em Portugal e o dia 25 de Abril de 1974, que a população portuguesa esteve sujeita a um regime ditatorial que teve como principais chefes de estado, Salazar( que antes de se instaurar o regime em Portugal já tinha ganho fama pela forma como desempenhou o cargo de Ministro das Finanças) e Marcelo Caetano( que substituiu Salazar após a sua morte e desempenhou o papel de chefe do regime até 25 de Abril de 1974).
O Estado Novo foi um regime ditatorial que prevaleceu sobre Portugal, e que privou a população portuguesa de qualquer tipo de liberdade a que tivessem direito, como a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.
Durante o Estado Novo, a situação social das pessoas era regida segundo as normas do regime. As pessoas não podiam falar mal do governo, pois sofriam represálias da PIDE;as pessoas não podiam votar, pois qualquer força política que fizesse oposição ao governo era proíbida; as raparigas e os rapazes não podiam andar na mesma escola; não era permitida a troca de afectos entre namorados em locais públicos; as pessoas não se podiam manifestar contra o regime;existia um grupo de jovens chamado Mocidade Salazarista, da qual todos os rapazes eram obrigados a pertencer e cujo símbolo principal de identificação era um S que se encontrava inscrito no cinto; e a informação que pusesse em causa as acções do Estado era censurada por homens, que a mando do Estado punham uma cruz com um lápis azul em cima de todos os artigos que não interessavam ao Estado.
Em termos económicos, a população sofria bastante pois a situação económica do país não era a melhor( o que levava algumas pessoas a tornarem-se "bufos" de modo a garantirem mais algum dinheiro), e quem sabe se Portugal tivesse aproveitado melhor as suas colónias e, em vez de as ter só para dizer que estas lhe pertenciam, tivesse extraido de lá algumas riquezas a situação económica não fosse melhor.
Em termos políticos, a situação de Portugal durante o regime estava sustentada na existência de uma única força política legal( visto que todos os outros partidos eram ilegais) e na existência de boas relações com outras grandes potências( como a Espanha, os E.U.A., etc.) sem no entanto se meter em grandes conflitos a nível mundial( como a II Guerra Mundial por exemplo).
Uma das grandes manchas deste regime, se não mesmo a maior, foi a Guerra Colonial. Esta guerra deveu-se ao facto de no final da II Guerra Mundial, a ONU ter elaborado um documento, no qual queria que todos os países democráticos dessem a independência às suas colónias. Como Portugal não era um país democrático, não cumpriu esse pacto, o que fez com que as populações das suas colónias entrassem em guerra com o estado português( Guerra Colonial). Essa guerra deu-se em três frentes: Angola, Guiné e Moçambique, e o Estado Português enviou para lá todos os joven disponíveis.
Apesar de estar a haver uma guerra o Estado escondeu tal facto da sua população, controlando a correspondência dos soldados e fazendo com que estes enviassem mensagens que dessem a entender que eles estavam bem e a divertir-se.
Foi por causa de todos estes factos que o dia 25 de Abril de 1974 foi tão importante para Portugal, pois foi neste dia que as forças militares portuguesas se uniram para deitar abaixo o regime do Estado Novo, e , organizaram uma revolução na qual não foi disparado nenhum tiro, e na qual apenas há registo de duas mortes que ocorreram devido à acção de menbros da PIDE antes de se renderem; e esta revolução ficou conhecida pela revolução dos cravos, pois as floristas existentes na baixa de Lisboa puseram cravos nas armas dos soldados enquanto estes iam passando.
O dia 25 de Abril de 1974foi tão importante poeque devolveu a Democracia, a Liberdae e a Paz á população portuguesa.

domingo, abril 23, 2006

teste sobre 25 de Abril

Em 5 de Outubro de 1910 é implantada a República Portuguesa presidida por Teófilo Braga.
Em 1911 é feita a Constituíção da República Portuguesa onde, pela primeira vez o povo português tem direito ao poder de voto. Nesta Constituíção é estabelecido que qualquer cidadão português, a partir dos 21 anos, chefe de família e que saiba ler e escrever tem direito ao voto, não referindo as mulheres.
Mas esta Constituíção dependia do Código Cívil, que foi implantado em 1867, onde a mulher era discriminada não tendo quaisquer direitos, e quando se realizaram as primeiras eleições uma mulher, de seu nome Carolina Beatriz Ângelo, foi a primeira e também única a votar. A sua comparência não foi bem aceite o que levou a uma alteração na Constituíção na qual nenhuma mulher tinha o direito ao voto.
Com o final da I Guerra Mundial houve uma crise parlamentarista e a situção do Governo não era a melhor tendo levado a um golpe militar, durante 1926, que estabeleceu em Portugal um regime ditaturial conhecido como Estado Novo.
Em 1933 Salazar sobe ao poder e a partir desse momento a vida dos portugueses toma um novo rumo. É formada uma polícia política conhecida como a PIDE (Polícia Intrenacional de Defesa do Estado) que tem como função estabelecer a ordem pública, a perseguição a todos aqueles que iam contra o regima Salazarista.
Portugal vivia sem Liberdade, sem Paz, vivia envolta de uma enorme censura, existiam presos políticos e quem não estivesse de acordo com esta ditadura seria preso e existem até testemunhos de pessoas que sofreram torturas.
A mulher vivia sobre a alçada do marido, era este que decidia o seu destino, era o chefe de família e tudo o que tivesse em seu nome, mesmo antes do casamento, pertencia ao homem.Por exemplo: se a mulher escrevesse um livro este não poderia ser editado em seu nome mas sim do marido. Em caso de adultério a mulher seria penalizada com 3 a 8 anos de prisão, já o homem seria apenas penalizado com 3 meses de multa mas apenas se fosse provado tal adultério, ou seja, se o homem mantivesse a amante na mesma habitação que a mulher. O divórcio era impensável tendo a mulher que aturar estas e muitas outras situações que nos tempos de hoje são impensáveis.
O cinema, teatro, televisão ou jornais,etc, eram todos sujeitos a censura, tudo era previamente revisto pelos conhecidos «homens do lápis azul». Só passaria para público aquilo que achariam correcto para a moral, ou seja, tudo aquilo que não suscitasse dúvidas, curiosidade...
Tudo girava em torno de Deus, Pátria e Família e o povo era levado a crer que tudo estava sob controle, nem sequer tinham conhecimento do que era uma ditadura pois, nem na escola nem através das notícias tinham conhecimento daquilo que se passava nos outros países. Até durante a guerra colonial que se realizou em Angola, Guiné e Moçambique, o povo era levado a crer que os jovens militares viviam em plena harmonia, como se estivessem de férias; nada do que se passava na realidade era levado a público.
Metade da população viviam sem água canalizada ou electricidade, nem todos tinham a possibilidade de ir á escola ou não tinham posses para continuar, por isso, mais de metade da população era analfabéta. Não era permitido haver grupos de mais de três pessoas a conversar na rua, era proíbido usar isqueiro sem autorização para tal e até para andar de bicicleta era necessária carta de condução.
A actriz Carmen Dolores relembra que ia realizar uma peça de Teatro em que tinha o papel de uma mulher casada que se apaixonava por um jovem; esta peça foi censurada e o seu papel passou para uma viúva que se apaixona novamente pois poderia ferir a moralidade pública.
Muitos filmes, livros, etc, foram cesurados sem nunca terem sido reconhecidos e haviam até artistas que temiam os chamados "bufos" que os denunciavam á PIDE. A situação do povo era tão crítica que haviam muitas pessoas que faziam denúncias em troca de dinheiro para comer.
Os militares viviam de tal forma revoltados com esta situação que criaram o Movimento da Forças Armadas, para mandar abaixo o Governo, que após a morte de Salazar era presidido por Américo Tomás e como presidente de Concelho Marcelo Caetano.
No dia 25 de Abril de 1974 pelas 00:30h passa na rádio "Grândula Vila Morena" cantada por José Afonso como sinal de revolta, como sinal que o M.F.A estava preparado para a revolução.
Pelas 13:30h o M.F.A, chefiada pelo militar Fernando Salgueiro Maia cerca o quartel do Carmo onde se encontra barricado Marcelo Caetano e os seus ministros. O povo é alertado para se manter em casa mas estes, fartos de viver no sofrimento e cheios de curiosidade, enchem as ruas, e as floristas que se encontravam na baixa colocavam cravos nas armas dos militares.
Marcelo Caetano exige a presença do General Spínola no quartel e ás 19:30h rende-se.
Não foi necessária violência apenas agentes da PIDE dispararam entre a multidão havendo cerca de quatro mortos e cinquenta e sete feridos.
Após o 25 de Abril de 1974 nasce a Liberdade e a Paz em Portugal, nasce a Democracia que é a maior joía que existe no nosso país, foi por isso que os nossos antepassados sofreram e foi pela Liberdade que lutaram.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Estado Novo - A memória dos mais velhos (Portugal e Colónias)

Na Primavera passada completaram-se os 31 anos do 25 de Abril. Encontrámos uma maneira mais fácil, divertida e interessante de conhecer a história recente do nosso país - perguntámos aos nossos pais, avós e outras pessoas conhecidas, como se vivia em Portugal (e nas colónias) antes de Abril de 1974. E o resultado é este:

«Antes do 24 de Setembro de 1974, a República da Guiné-Bissau não existia. Antes da chegada dos portugueses (antes dos Descobrimentos), a Guiné era "administrada" pelas pessoas mais idosas, com maior conhecimento e experiência de vida. Essas pessoas eram designadas por "regulas". Os regulas eram as pessoas mais respeitadas de cada tribo.
Quando os portugueses chegaram à Guiné, esta passou a denominar-se Guiné Portuguesa, ou seja, era apenas mais uma das inúmeras províncias de Portugal. Nessa altura, os portugueses dominavam a Guiné por completo, a liberdade das pessoas era bastante limitada (situação que se agudizou substancialmente depois de 1928) - não podiam reunir-se, havia escolas para portugueses e escolas para guineenses (mas apenas para os guineenses que tinham possibilidade de colocar os seus filhos na escola e que eram uma minoria).
O povo guineense era constantemente humilhado, não tinha voz. Quem atentasse contra estas regras poderia ser preso e torturado. Nessa altura, os portugueses podiam tudo e tiveram tudo. Tiveram as melhores escolas, os melhores empregos e muitas das vezes os guineenses trabalhavam e não recebiam e não podiam sequer reclamar por isso.
Em 1956, Amílcar Cabral, fundou o PAIGC, esse partido era clandestino, pois não eram permitidos grupos políticos que atentassem contra o regime do Estado Novo português. O objectivo do PAIGC era de ganhar adeptos e tornar-se forte de modo a fazer frente ao regime ditatorial existente nessa altura.
A existência da PIDE fazia com que as pessoas tivessem medo até de desabafar com o vizinho do lado, pois os elementos pertecentes à PIDE não eram apenas os portugueses, havia também guineenses que colaboravam com eles em troca de algum dinheiro e outras regalias. Essas pessoas passavam informações aos agentes da PIDE que durante a madrugada iam às casas de suspeitos e levavam as pessoas para serem interrogadas. A maior parte dessas pessoas que foram levadas nunca voltaram e nem os seus corpos foram encontrados.
O dia 3 de Agosto, na Guiné, é feriado nacional em memória das vítimas do massacre de Pingiquite. Nesse dia, em 1959 os marinheiros guineenses, fartos de trabalhar sem receber havia vários meses, reuniram-se no porto de Pingiquite e reclamaram pelos seus salários. Apareceram tropas portuguesas que começaram a disparar contra os marinheiros. Houve centenas de mortos e poucos foram aqueles que sobreviveram. De entre os que sobreviveram, alguns enlouqueram. Após esse massacre, o PAIGC ganhou ainda mais ódio pelos portugueses e foi ganhando mais força até que em 1963 iniciou a luta armada contra o regime ditatorial na Guiné. Finalmente em 24 de Setembro de 1974 a Guiné ganhou a luta armada e obteve a independência.»

Relato transcrito por Leocádia, após conversas com familiares que viviam na Guiné-Bissau antes da independência.





Guine Bissau Posted by Picasa



A Guiné-Bissau é banhada pelo Oceano Atlântico e faz fronteira com a Guiné Conacri e com o Senegal.


«A minha avó tem 63 anos e vivenciou o 25 de Abril com grande emoção pois foi uma época de sofrimento que tinha terminado. A minha avó vinha de uma família pobre, tinha nove irmãs e um irmão. Uma das irmãs já faleceu. A minha avó viveu numa época de opressão e conta-me que na altura ninguém estava autorizado a reunir-se nas ruas, nem de falat sobre problemas sociais, políticos ou até mesmo conversas banais. Não havia direito de voto, nem mesmo os direitos da mulher podiam ser reclamados. A minha avó era uma excelente aluna e estudou até à quarta classe, passando no exame final com nota máxima, mas como não tinha condições monetárias para continuar os estudos teve de desistir com grande desgosto e teve de ir trabalhar para Lisboa, para uma casa de saúde. Tinha apenas 13 anos mas tinha de ajudar ao apoio económico da família numerosa que tinha - "numerosa mas feliz" - conta a minha avó, pois contentavam-se com o que tinham e eram muito unidos e amigos.
A minha avó também conta com muita tristeza o terror que a PIDE causava nas pessoas. Ela lembra-se de um dia um polícia ter ido buscar o pai dela (meu bisavô) e de o ter levado preso, sob acusação de ter participado no movimento de trabalhadores no cais de Setúbal. Depois de ter passado uma noite preso e de ter sido torturado, regressou a casa pois a polícia apercebeu-se que o meu avô não tinha nada a ver com a questão. Passado pouco tempo, o pai da minha avó morreu com tuberculose, deixando 10 filhos a cargo da minha bisavó. A situação piorou bastante, mas mesmo assim, esta foi sempre uma família lutadora que apesar de ter sido bastante lesada com a ditadura conseguiu erguer-se.
Quanto à cidade de Setúbal, era uma cidade industrial. Era à beira rio que se concentrava a maioria das fábricas para o caso de se preparar alguma greve ou movimento. Setúbal foi considerada a cidade vermelha no 25 de Abril devido ao facto de a esquerda ter tido mais força nas primeiras eleições livres do país. Acho que isto se deve ao facto de Setúbal, por ser uma zona altamente industrial, ter sido uma das mais abaladas com a ditadura.»

Maria Helena Batista, após conversar com a avó.


«Falei com uma pessoa de 60 anos e esta cvontou-me que antes do 25 de Abril vivia-se muito mal, havia poucos rendimentso para os trabalhadores, os salários eram muito baixos e só mais tarde foi conquistado o direito à reforma. Nesta altura havia classes dominantes - os empresários, políticos e banqueiros.
Nas escolas havia muita disciplina , havia turmas de rapazes e raparigas não havendo misturas entre eles. As aulas eram ou só de manhã ou só à tarde e a desobediência ao professor era punida.
O regime possuia uma polícia política que perseguia quem dissesse mal ou atentasse contra o regime. Os presos políticos eram enviados para as prisões de Caxia, Peniche ou Tarrafal. (...)»


Vânia Caroço


« Na escola primária os alunos tinham de cantar o hino nacional, pois é o símbolo do nacionalismo (víncula a nacionalidade portuguesa). Na preparatória era obrigatório o uso de bata.
Os jovens gostavam de falar de política, de discutir os assuntos da actualidade, mas tinham sempre medo dos seus colegas, pois este poderiam ser os chamados "bufos" da PIDE.
A pessoa que entrevistei recorda que o pai de uma colega de faculdade era funcionário público. Um funcionário público ganhava muito pouco, mas ele demonstrava viver acima das suas possibilidades. Isto podia significar que ele era um informador a PIDE, como tal, as conversas ao pé da colega não podiam representar manifestações contra o governo.
A mulher vivia subjugada ao poder do homem e apenas as oriundas de famílias de famílias mais abastadas tinham acesso à educação. Não se podiam usar mini-saias, as saias eram até as joelhos. Só perto dos anos 70 é que as mulheres começaram a usar calças. Segundo a pessoa com quem falei a Revolução começou de madrugada. Os militares de Santarém tinham um código para avançar para Lisboa. O código era a canção "Grândola Vila Morena". Após as primeiras movimentações a comunicação social informou as pessoas para não sairem de casa, mas estas saiaram para ver o que estava a acontecer. O dia acabou com a população a oferecer cravos aos militares e eles colocaram os cravos nas armas.»

Verónica Almeida aprendendo com um familiar

«Das informações que recolhi apercebi-me de algo que nunca me tinha ocorrido, provavelmente pelo facto de viver numa sociedade que nada tem a ver com o "antes 25 de Abril". Penso que seria impensável eu aprovar uma ditadura, mas como disse fiquei surpreendida ao ver pessoas que aprovam inteiramente o modo como se vivia naquela época pois acreditavam que as pessoas se respeitavam mais e não havia "poucas vergonhas": prostitutas, bandidos, delinquentes, etc.
As pessoas temiam a autoridade e por isso respeitavam-na. Vivia-se num mundo conservador e isso implicava respeito. também ouvi dizer que no tempo do Salazar o país nunca atravessou uma crise financeira como nos nossos dias, mas a verdade é que quem afirma isto não proferiu uma única vez que as pessoas eram felizes! (...) As pessoas não tinham liberdade para aquilo que fosse!! Sem liberdade e a viver em função das regras de uma ditadura sem sequer defender os seus princípios, como poderemos ser felizes sem criarmos nenhuma revolta no nosso eu?
Ao falar com a minha avó percebi que ela não defende a ditadura na qual já viveu, mas tem noção de que é muito conservadora e os da sua época também, porque foram criados daquela maneira e dessa forma educaram os seus descendentes. Talvez o nosso país ainda hoje seja considerado conservador por isso. Ela diz que não era obrigatório ir à escola, até porque as crianças tinham de ajudar os pais desde cedo, talvez aquilo a que hoje chamamos "exploração infantil"... as crianças vestiam-se como adultos em ponto pequeno. A minha avó, com alguns sacrifícios dez a 4ª classe mas numa sala só com meninas. Por cima do quadro tinha um crucifixo porque a religião era importante e antes de iniciarem as aulas cantavam o hino nacional.
Para ser uma mulher de respeito tinha de ser trabalhadora, religiosa, pura e vestir-se "decentemente".. ou seja, não vestiam calças nem decotes... Não existiam discotecas nem sítios de lazer como hoje, "uma mulher não fumava, não tinha vícios". (...) »

Ana Afonso depois de falar com a avó